Citycom 300i – primeiros km

Comprei um citycom 300i à mais ou menos um mês e tenho sido constantemente questionado sobre.

Pra tirar algumas dessas dúvidas, resolvi publicar as minhas impressões.

Nunca fui fã de scooter, mas tenho que tirar o chapéu quando se trata de praticidade na cidade.

O banco confortável não chega a ser como os bancos motos estradeiras do tipo “custom”, porém chega a ser mais macio que o da V-Strom. Detalhe para elevação do banco, essa pequena elevação prioriza muito o conforto do piloto.

[foto lateral do banco de perfil]

Como a grande maioria dos scooters, o conjunto motor e câmbio ficam presos junto à suspensão traseira. O que pode traduzir em certa rigidez com direito a pancadas secas em momentos de encarar a buraqueira da cidade.

O conjunto óptico composto de duas lâmpadas de 35w é suficiente na cidade, nas estradas percebe-se que o foco é muito baixo, o que dá baixa previsibilidade do piso, mudando para o farol alto a condição melhora bem. Pode-se regular o foco do conjunto, porém o farol-alto fica muito alto.

[foto da parede no escuro com farol normal e alto]

Dotado de um propulsor pouco maior que uma 250cc (são 267cc reais) em conjunto com câmbio do tipo CVT com acionamento por inércia, a citycom 300i impressiona pelo torque e rapidez com que alcança algumas velocidades.

O silêncio também é um dos pontos fortes, seus níveis de ruídos são baixos (72dB), o escapamento bem dimensionado e o motor abaixo do assento ajudam horrores no silêncio.

[vídeo ligando a moto]

Pilotando o nível de ruído também impressiona. Aliado ao escudo frontal (ou bolha como é mais conhecido), o barulho do vento é anulado, o escudo podia ser mais alto, pois para pessoas como eu, com um 1,76m de altura, serve somente pra segurar o vento do pescoço pra baixo. Existe um mais alto vendido pela GIVI vendido da Adão metais [link do adão].

NOTA: Numa eventual chuva você pode dar a desculpa que veio de carro com a cara pra fora da janela!!

[foto de comparação entre o normal e o da GIVI]

O citycom 300i não é o tipo de scooter do qual você consiga trafegar no “corredor” com maestria. Dá um pouco de trabalho, já que os retrovisores sobressaem lateralmente além dos manetes.

[foto de frente do retrovisor com linhas de distâncias]

O bagageiro é largo, raso e pouco generoso, a abertura é realizado eletronicamente pela chave. Pelo tamanho da “criança”, dá pra colocar ou um capacete fechado com algumas coisas a mais ou uma mala de notebook, os dois juntos não rola! Poderiam incluir uma luz auxiliar quando fosse realizada a abertura.

[foto do bagageiro vazio, com capacete e com a mala]

O porta-luvas fica na altura dos joelhos e comporta uma tomada de 12volts, designada para carregadores de celular ou do GPS, o espaço permite que você deixe o celular dentro do porta-luvas. Devido à posição e com borracha de boa qualidade, possui boa vedação à água.

O manual alerta para não utilizar da tomada em uso contínuo por mais 4h.

[foto do porta-luvas vazio, com carregador e com o celular]

Vida a bordo

Somente com o descanso lateral recolhido e com um dos freios acionados é possível dar partida. É prudente apagar o farol/lanterna antes de ligar, o citycom 300i não dota do sistema para desligar automaticamente o farol quando realizado a partida.

fatal material… cotnuo

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Tudo tem um começo!!

Por Elly:

 

Faz um tempo que pretendo escrever sobre as minhas aventuras nas duas rodas, vou começar com a recente viagem até Curitiba da qual pretendo seguir até Campo Grande – MT, dar uma passadinha no Paraguay (comprar um pneu novo) e voltar pra Sampa.

Já faz um tempinho que viajar de avião transformou-se uma tortura – motivos que vou especificar mais à frente – e já pensava seriamente em seguir meus destinos de moto. Lógico que distâncias muito grandes (mais de 1.500km) eu vou de avião, viajar esse chão todo sozinho, já seria burrice!

Como tinha um projeto extenso na região sul do país, resolvi que iria viajar com o meu “busão”, mesmo com muita resistência dos meus pais, amigos, inimigos e do cachorro, resolvi que era hora de curtir a vida um pouco mais.

Na noite anterior da viagem, preparei a criatura pra viagem: lubrifiquei as correntes, enchi o tanque, calibrei os pneus e montei toda a parafernália na moto (bauletos laterias, ferramentas, notebook, GPS, etc.), deixei tudo pronto, e agora só faltava dormir… E quem disse que eu conseguia dormir?!?!

Estava muito ansioso com a viagem! Mesmo já tendo tido outras viagens, cada viagem é uma aventura nova é como se fosse uma novidade… Difícil de explicar!

Peguei no sono quando já passavam das 2h da manhã!

Pra variar, acordei mais uma vez atrasado, duas horas de atraso para ser mais preciso, nada fora do normal, mesmo porque ainda eram 7h da manhã… 7 DA MANHÃ?! Putz, já vi que a idéia de visitar alguns lugares bacanas (Caverna do Diabo era uma delas!) durante a viagem melou! Serei obrigado a ir direto pra Curitiba!!

Passado a decepção dos passeios que não vou fazer, montei na moto, coloquei o mp3, esperei o busão esquentar (busão é o nome carinhoso que dou pra VStrom, uns chamam de gorda, outros de trambolho, eu chamo de busão!), coloquei a luva e pé na estrada!

Ao longo da viagem, existem uns trechos bastante interessantes na BR-116 para ficar admirando (gigantescas plantações de banana, pessoas vendendo banana na estrada (tomara que não joguem a casca na pista), e alguns bananais) e valendo a pena bater um foto, porém nestes trechos bacanas o acostamento é muito tímido ou não tem acostamento, mesmo assim desci da moto e tirei algumas fotos.

Até certo pedaço da BR o piso é uma ma-ra-vi-lha, basta passar o parque nacional, pra se sentir na lua, a soma caminhão pesado + asfalto antigo, obriga-o a redução da velocidade em prol da segurança. Muito desnível de pista, não chega a ser buraco, mas compromete a estabilidade nas curvas.

Como estava garoando, apontei o pneu dianteiro sempre onde os pneus de carros passam, assim ando no trecho mais seco da pista. Chegando aos pedágios começo a ver o demônio em forma de graxa, por causa da umidade e do excesso de caminhões a parte central da faixa era um bolo de sujeira e graxa literalmente, tanto que no primeiro pedágio quase caí, apoiei o pé e comecei a abrir o espacate em cima da moto, segurei na cabine pra não dar show. Fica essa dica, pedágio da BR mantenha do lado esquerdo da faixa e olho “na chón”.

Nota: Quando parei no GRAAL pra tomar café-da-manhã, sentei pra comer e percebo que o pessoal te olha como se você fosse um ET!

A falta de tempo (trabalho, sempre essa M$#@&) me obriga a escrever aos poucos (pois é meu filho, escrever toma um tempo que você não imagina!!!). Aos poucos vou colocando novidades aqui.

 

E você? Qual foi o tamanho da sua loucura?